Menines Querem Ser Livres – Guia Completo

18 08 2008

Nós da Lan House, como alguns de vocês já sabem, viemos parar aqui no Purgatório porque cometemos um monte de erros cafajestes, pecados miseráveis e crimes inafiançáveis – tudo contra a brinks. É por isso que, conforme explicamos na apresentação do blog (“Diretamente do Purgatório”):

Somos duas almas tortas navegando a esmo, esperando alcançar a salvação

e blá-blá-blá.

Sim, fomos condenados a vagar sem rumo pelo Purgatório da brinks, mas você não precisa correr o mesmo risco! A salvação da sua alma penada piedosa está garantida porque trazemos para vocês hoje a superior, a inacreditável, a sen-sa-cio-nal… “Ficha Libertação”! Você vai ser livre, colhega!

Juramos de pés juntos que tudo que vocês lerão nos prints abaixo (para manter a formatação original) é autêntico – nada foi inventado por nossas mentes doentias férteis – e pode ser encontrado facilmente na Internet (se duvidar da nossa palavra e quiser pesquisar, faça-o por sua conta e risco, e depois não venha reclamar…).

Quando descobrimos essa miséria maravilha, sabíamos que tínhamos na mão um tesouro. Obra-prima indiscutível, comparável apenas a clássicos universais como “A Divina Comédia – Ri Litruz”, de Dante, ou “Assim falou Zarathustra, Essa Doida”, de Nietzsche, a honorável “Ficha Libertação” é um resumo espetacular de milênios de sabedoria em gloriosas nove páginas de Word com perguntas e múltiplas-escolhas que conduzirão você, menine ou menine safadenho/safadenha, seguramente à salvação eterna, sem ter de fazer escala no Purgatório, como nós… ctzzzz

Por se tratar de um material de considerável fôlego, não poderemos dar conta de toda sua profundidade num único post. Hoje, veremos apenas os primeiros itens, só para abrir o apetite. Sugerimos imprimir as partes abaixo (ou o doc original inteiro, se você o achar na Internet), ir acompanhando nossos comentários miseráveis edificantes e responder o mais honestamente possível.

Sem mais lenga-lenga, com vocês… a “Ficha Libertação”!

Clique na imagem para ampliar

Comentários (cof, cof) edificantes da Lan House:

Admito que cometi pelo menos três dos pecados citados acima: a saber, murmuração, tráfico de escravos e saques de aldeias (este último, o que eu mais gostava de fazer). Também já roubei terras, mas, como devolvi logo (era só de brinks), acho que não conta.

Recomendo a leitura atenta de cada um dos itens citados (nem vem me dizer que você nunca se envolveu numa guerra ou nunca se embolou com a máfia, que pra cima de mim não cola… “Língua desenfreada” e “Intelectualismo”, então, pffff… admita logo!). Marque um xiszinho honesto em tudo que já fez, e bola pra frente. Conta tudo, tudinho!, porque com libertação não se brinca, colhega. Na linha final, onde diz “Outros pecados (mais acentuados)”, sijoga e abre o jogo. Mas só os mais acentuados, hein!

Prosseguindo em nossa cruzada rumo à sua libertação, advertiremos agora contra a:

Clique na imagem para ampliar

Comentários (cof, cof) edificantes da Lan House:

Embora já seja tarde pra mim e pra Luddie von, prosseguirei confessando todas as misérias que já cometi, para dar o exemplo. Coragem, Aleléx… Lá vai: Já tive fantasia sexual! Também já exerci atração sobre pessoas, isso é foda. Incesto, escapei por pouco de marcar essa, porque só fiz be-bop-a-lula com parentes distantes, e só conta com parentes próximos. Pornografia eu me safei também, porque a confiável “Ficha Libertação” é bastante clara: só conta se foi em literatura, e eu me limitei a alugar vídeos de putaria.

Sobre a parte final (que pede pra “Citar parceiros, namorados, amantes, paixões platônicas…”), tive certa dificuldade para lembrar de todo mundo no quesito “amores não correspondidos”. Agora… ninguém tem desculpa para deixar em branco as lacunas que pedem Nome, Tipo de Relação e Sentimento que vem à mente. Super importante isso. O sentimento que mais me vem à mente, aliás, é o de $&@*@#!%$#§… ai, o teclado ficou ruim!

Pronto, melhorou. Aproveito para passar à análise do terceiro e último item que abordaremos neste primeiro post. Hora de falarmos de:

Clique na imagem para ampliar

Comentários (cof, cof) edificantes da Lan House:

Esta foi mais fácil pra mim, porque só fiz parte mesmo da Ku-Klux-Klan, do popularíssimo Omolokó (que dispensa apresentações) e, é claro, de “Toda forma de idolatria”, item com o qual me identifiquei mais. Ah, quase ia me esquecendo da época em que me dediquei de corpo, alma e brinks ao “Catimbó” e aos “Meninos de Deus”, que faziam um sucesso estrondoso…

Sobre os meios de adivinhação que já consultei, os mais usados por mim sempre estiveram, felizmente, na média do resto da população: “Vísceras” e “Bacia de água”. Derramei muita água pra fora da bacia.

Já minhas experiências místicas foram mais tranqüilas: se resumiram a uma ou outra chave (eu gostava da Papaiz) e à necromancia, pois eu vivia consultando gemza morta. Apesar de só ter recorrido a essas duas técnicas mais moderadas, acabei vindo parar aqui no Purgatório, portanto, siliga: nem os vícios mais leves estão livrando a cara da galere, hein!

A genial “Ficha Libertação” prossegue xeretando investigando a fundo (beeeem fundo) a vida da gemza, sempre discreta e sem cometer exagero algum, acrescentando ainda muitos litruz – cataratas – de itens esdrúxulos absolutamente razoáveis. É o que veremos em breve. Até chegarmos à Parte 6, muita gargalhada água vai rolar debaixo dessa ponte. Não perdam!

Aleléx

Anúncios