Menines querem ser livres – Parte 2

4 09 2008

A Lan House do Purgatório orgulhosamente traz pra vocês hoje a segunda parte da série “Menines querem ser livres”, baseada na obra-prima imoral imortal (e absolutamente autêntica!) “Ficha Libertação”, com mais uma leva impressionante de pecados cabeludos – a maioria dos quais você nunca nem pensou em cometer, é claro -, mas que, mesmo assim, não custa nada conhecer que é pra garantir sua salvação, colhega!

E se por acaso você cometeu algum, aproveita que a hora é essa! Marque xizes e se liberte! Sem mais rodeios, com vocês, a segunda parte da série que vai libertar a galere:

(ATENÇÃO: Os prints que você verá abaixo são absolutamente autênticos. A Ficha Libertação pode ser encontrada para download na Internet)

Clique no link miserável para ver: Atividades Místicas e Tratamentos que já fez ou com que se envolveu

Admito (não sem o remorso mais pungente) que, da lista de heresias apresentadas, já fiz “relaxamento mental (com músicas que levam à passividade)”, e não me orgulho disso. =(

Também já recorri muito a “garrafadas” (mas nunca com garrafa pet!) e fui um praticante inveterado de “levitação” (só no rasante bobo, sem maiores pretensões).

Aconselho a galere a confessar todas as atividades místicas e tratamentos com que se envolveu sem nem pestanejar porque atrocidades como “fitoterapia” e “Silva Mind” nem dão direito a apelação de Maria, hein!

Mais abaixo, temos:

Clique no link miserável para ver: Possui (ou possuiu) amuletos, patuas, talismãs, feitiches (sic)

Da sortida lista de amuletos e talismãs, cito apenas os três que sempre me foram mais caros ao coração: “Guinomos” (sic), “Tartaruga Ninja” (sic!!!) e a minha boa e velha “palmilha magnética”.

Tenho certeza que numa lista tão bizarra abrangente como essa, você, leitor do Lan House do Purgatório, marcará muitos xizes miseráveis também!

Seguindo em frente:

Clique no link miserável para ver: Você  é admirador, fez algum pedido ou teve contato com…

Pô, quem é que já não teve contato, já não admirou litruz, já não fez algum pedido a uma boa ninfa? Um bom gnomo? Um belo silfo? Um verde, esquelético e cabeçudo extra-terrestre? Claro, eu também.

Na seqüência:

Clique no link miserável para ver: Banhos que tomou

Agradeço à discrição da Ficha, que não pergunta *com quem* já tomei banho. Folgo em dizer que esse item pra mim foi fácil de preencher: já tomei banho de “7 legumes”, de “7 verduras” e de “ondas”. Sim, de ondas! A ficha pergunta “quantas?”, mas eu não me lembro, só sei que foram vááááárias ondas e eu tava *muito* lóki do meu cu.

Neste item também marquei um xiszinho em “Foi médium, cavalo, ou aparelho de (espíritos incorporados)”, porque volta e meia eu dou passagem a Xuquinha, a Moninha Camarada, uma trava penada que me acompanha (ela e a Mona Penada de Luddie são colhegas no astral) e que me faz escrever coisas que não quero e usar emoticons miseráveis no msn. Sim! Psicografo emoticons! Ainda te exorcizo Xuquinha, sua trava peralta!

A seguir temos:

Clique no link miserável para ver: Arriou ou ajudou a fazer trabalhos nos seguintes lugares

Arriar, nunca arriei, mas já fiz litruz de trabalhos nos seguintes lugares: no “lodo”, na “sarjeta” e “fora do país”; mais especificamente, na Birmânia, mas essa é uma outra história.

A Ficha também pergunta se fiz algum tipo de pacto com satanás ou com seus demônios. Bem, pacto, paaaacto mesmo, não. Mas já fizemos negócios sem compromisso, e eu ainda dei calote! hihihi

Ainda bem que a Ficha taí pra me salvar, credo!

Seguindo adiante, nos deparamos com:

Clique no link miserável para ver: Praticou matança humana em sacrifício? Para qual entidade?

Matança humana já, é claro, mas “para qual entidade”, pô, aí é pedir demais. Impossível lembrar de todas. Mais embaixo, devo confessar que já fiz “Nucanda Cangongo (cerimônia com duração de um ano, das quais participam crianças de 8 a 18 anos,  onde fazem circuncisão nos garotos e permitem possuir mulher que quiserem)“. Me permitiram possuir mulher que eu quiserem, foi zeniau. Quando se tem apenas 8 anos, isso faz diferença. Finalizando esta parte da ficha, minha honestidade não me permite deixar de mencionar que também já fiz a “Cerimônia dos inhames novos”, um troço muito louco e que nem dá muito certo (os inhames são novos demais), mas, enfim… c’est la vie.

Concluindo este post absolutamente instrutivo e libertador, chegamos ao sensacional:

Clique no link miserável para ver: Entidades diversas com que se envolveu

Por ser um dos itens mais longos e paranóicos instrutivos da Ficha Libertação, limitar-me-ei a assinalar apenas algumas das dezenas de entidades com quem já bebi Pitu e fumei zuntinhos, eu e a entidade (citarei apenas aquelas com quem tive o papo mais agradável, com quem dei as risadas mais gostosas, com quem, enfim, rolou aquela amizade especial):

Dentre as pombajiras: era bacana litruz com a “7 maridos” e a “Mariazinha (mirim)” – um encanto.

Dentre os exus: companheiraços o galhofeiro ever “Queima-pemba”, o debochado ever “Exu Lagosta” e o zombeteiro ever “Arranca-toco”.

Dentre os caboclos/índios: happy-hours memoráveis com a “Iara”, a “Jupira” e o “Saci”. Ríamos tanto, gemza! Só no chope e tira-gosto.

Bem, galere. Por hoje é só. Confessaram tudo? Marcaram xizes? Olia a libertação!

Em nosso próximo post da série ainda falaremos de diversos vícios gosmentos, sentimentos pegajosos, perdições nozentas, maldições hereditárias (ééé!), enfim, misérias sem ter fim. Pra libertar, hein! Não perdam.

Aleléx

Anúncios




Menines Querem Ser Livres – Guia Completo

18 08 2008

Nós da Lan House, como alguns de vocês já sabem, viemos parar aqui no Purgatório porque cometemos um monte de erros cafajestes, pecados miseráveis e crimes inafiançáveis – tudo contra a brinks. É por isso que, conforme explicamos na apresentação do blog (“Diretamente do Purgatório”):

Somos duas almas tortas navegando a esmo, esperando alcançar a salvação

e blá-blá-blá.

Sim, fomos condenados a vagar sem rumo pelo Purgatório da brinks, mas você não precisa correr o mesmo risco! A salvação da sua alma penada piedosa está garantida porque trazemos para vocês hoje a superior, a inacreditável, a sen-sa-cio-nal… “Ficha Libertação”! Você vai ser livre, colhega!

Juramos de pés juntos que tudo que vocês lerão nos prints abaixo (para manter a formatação original) é autêntico – nada foi inventado por nossas mentes doentias férteis – e pode ser encontrado facilmente na Internet (se duvidar da nossa palavra e quiser pesquisar, faça-o por sua conta e risco, e depois não venha reclamar…).

Quando descobrimos essa miséria maravilha, sabíamos que tínhamos na mão um tesouro. Obra-prima indiscutível, comparável apenas a clássicos universais como “A Divina Comédia – Ri Litruz”, de Dante, ou “Assim falou Zarathustra, Essa Doida”, de Nietzsche, a honorável “Ficha Libertação” é um resumo espetacular de milênios de sabedoria em gloriosas nove páginas de Word com perguntas e múltiplas-escolhas que conduzirão você, menine ou menine safadenho/safadenha, seguramente à salvação eterna, sem ter de fazer escala no Purgatório, como nós… ctzzzz

Por se tratar de um material de considerável fôlego, não poderemos dar conta de toda sua profundidade num único post. Hoje, veremos apenas os primeiros itens, só para abrir o apetite. Sugerimos imprimir as partes abaixo (ou o doc original inteiro, se você o achar na Internet), ir acompanhando nossos comentários miseráveis edificantes e responder o mais honestamente possível.

Sem mais lenga-lenga, com vocês… a “Ficha Libertação”!

Clique na imagem para ampliar

Comentários (cof, cof) edificantes da Lan House:

Admito que cometi pelo menos três dos pecados citados acima: a saber, murmuração, tráfico de escravos e saques de aldeias (este último, o que eu mais gostava de fazer). Também já roubei terras, mas, como devolvi logo (era só de brinks), acho que não conta.

Recomendo a leitura atenta de cada um dos itens citados (nem vem me dizer que você nunca se envolveu numa guerra ou nunca se embolou com a máfia, que pra cima de mim não cola… “Língua desenfreada” e “Intelectualismo”, então, pffff… admita logo!). Marque um xiszinho honesto em tudo que já fez, e bola pra frente. Conta tudo, tudinho!, porque com libertação não se brinca, colhega. Na linha final, onde diz “Outros pecados (mais acentuados)”, sijoga e abre o jogo. Mas só os mais acentuados, hein!

Prosseguindo em nossa cruzada rumo à sua libertação, advertiremos agora contra a:

Clique na imagem para ampliar

Comentários (cof, cof) edificantes da Lan House:

Embora já seja tarde pra mim e pra Luddie von, prosseguirei confessando todas as misérias que já cometi, para dar o exemplo. Coragem, Aleléx… Lá vai: Já tive fantasia sexual! Também já exerci atração sobre pessoas, isso é foda. Incesto, escapei por pouco de marcar essa, porque só fiz be-bop-a-lula com parentes distantes, e só conta com parentes próximos. Pornografia eu me safei também, porque a confiável “Ficha Libertação” é bastante clara: só conta se foi em literatura, e eu me limitei a alugar vídeos de putaria.

Sobre a parte final (que pede pra “Citar parceiros, namorados, amantes, paixões platônicas…”), tive certa dificuldade para lembrar de todo mundo no quesito “amores não correspondidos”. Agora… ninguém tem desculpa para deixar em branco as lacunas que pedem Nome, Tipo de Relação e Sentimento que vem à mente. Super importante isso. O sentimento que mais me vem à mente, aliás, é o de $&@*@#!%$#§… ai, o teclado ficou ruim!

Pronto, melhorou. Aproveito para passar à análise do terceiro e último item que abordaremos neste primeiro post. Hora de falarmos de:

Clique na imagem para ampliar

Comentários (cof, cof) edificantes da Lan House:

Esta foi mais fácil pra mim, porque só fiz parte mesmo da Ku-Klux-Klan, do popularíssimo Omolokó (que dispensa apresentações) e, é claro, de “Toda forma de idolatria”, item com o qual me identifiquei mais. Ah, quase ia me esquecendo da época em que me dediquei de corpo, alma e brinks ao “Catimbó” e aos “Meninos de Deus”, que faziam um sucesso estrondoso…

Sobre os meios de adivinhação que já consultei, os mais usados por mim sempre estiveram, felizmente, na média do resto da população: “Vísceras” e “Bacia de água”. Derramei muita água pra fora da bacia.

Já minhas experiências místicas foram mais tranqüilas: se resumiram a uma ou outra chave (eu gostava da Papaiz) e à necromancia, pois eu vivia consultando gemza morta. Apesar de só ter recorrido a essas duas técnicas mais moderadas, acabei vindo parar aqui no Purgatório, portanto, siliga: nem os vícios mais leves estão livrando a cara da galere, hein!

A genial “Ficha Libertação” prossegue xeretando investigando a fundo (beeeem fundo) a vida da gemza, sempre discreta e sem cometer exagero algum, acrescentando ainda muitos litruz – cataratas – de itens esdrúxulos absolutamente razoáveis. É o que veremos em breve. Até chegarmos à Parte 6, muita gargalhada água vai rolar debaixo dessa ponte. Não perdam!

Aleléx