Como atenuar a saudade

2 07 2008

É um saco sentir saudades, dá uma sensação de impotência enorme. O que adianta você querer loucamente uma pessoa se nem se você chamar a NASA ela vai aparecer naquele exato momento? Pior ainda é quando você sabe que vai demorar a ver a pessoa. Mas quando sabe quanto tempo falta, o tempo hiberna, é pra matar de agonia, nenhum ansiolítico resolve.
Eu, que parece que é a porra do meu karma sentir sempre sinto saudades, desenvolvi algumas técnicas para tentar de alguma forma, pelo menos aliviar esse sentimento tão angustiante.

Telefonar não mata saudades, ao contrário, parece que só serve pra te dar um chacoalhão e te falar na cara “siliga meu, é só a voz! O que você vai fazer com uma voz? Vai beija, abraça a voz seu otário!”. Não dá.
Quando for dormir, pegue um travesseiro ou enrole seu edredom e fique numa posição como se estivesse dormindo de conchinha, fale sozinho, diga boa noite, etc. Se quiser algo mais picante, já vai do gosto do saudoso.
Crie situações, finja que a pessoa está com você num momento descontraído, por exemplo, você está cozinhando e vai conversando: “Ah… você vai querer que coloque cebola?”, “sim”, “mas você sabe que eu odeio cebola”, “ahhh mas eu gosto”, “ok ok só um pouco!”. (Importante: sem exageros, senão pode virar um amor fictício, além de que, as pessoas vão achar que você é esquizofrênico ou algo assim).
Quando a situação estiver muito frustrante, imagine-se fazendo com outras pessoas o que você gostaria de fazer com o ser que gera a saudade em você, ou você não vai conseguir ou vai achar ridículo, daí acaba dando uma distraída.
Se você for ciumento, ótimo! Dê às vezes uma olhadinha no Orkut da pessoa, veja o tanto de recados de pessoas bonitas e/ou interessantes que ela recebe, leia todos e crie algumas situações irreais só pra ficar com mais ciúmes, morra de raiva. Você acaba esquecendo um pouco.
Faça umas declarações (por escrito) bem inesperadas, daquelas melosas, sinta-se um trovador, derrame todo seu lirismo, escreva, escreva e escreva. Dá uma aliviada.
Esporadicamente, brigue por motivos bem banais, não precisa ser um barraco, só uma discussãozinha pra descarregar, coloque na sua cabeça que você está certíssimo. Depois peça desculpas enfaticamente (pode aproveitar e fazer uma declaração).

Não posso afirmar que essas táticas vão desapertar seu essi dois (Ç2), mas ajuda a suportar.
Se nada adiantar, faça a Mallory Knox (personagem de Juliette Lewis em Assassinos por Natureza), e foge pros braços do seu love.

PS: Não precisa matar seus pais como a personagem, só a Suzane Richthofen levou essa sugestão tão a sério.

Bisteca

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Minha Mona Penada

1 06 2008

Um dia revelei ao Aleléx que tenho umas vozes na minha cabeça. Como se fosse um amigo imaginário, ou uma outra personalidade que interagisse comigo. Eu nunca sei o que essa voz vai falar, e me surpreendo, o que prova que não foi pensado por mim (pelo menos conscientemente). Mas que essa voz só me dizia asneiras ou me tirava.

Aleléx, muito compreensivo e solidário, disse-me que era uma mona penada que me acompanhava, que eu a arrumei na Rua Augusta em um dia de vulnerabilidade alcóolica e que ela me atentava por não ter conseguido virar uma Silvette Montilla da vida.

Desde então, comecei a ficar mais atenta a esses diálogos internos. Estava tomando banho agora e aconteceu um. Que reproduzirei aqui.

Vale uma observação, faço milhões de xixizes por dia (não faço a mínima idéia de qual é o plural de xixi, mas esse me soou bonitinho) e admito que gosto muito de fazer xixi.

 

Bisteca – Gosto muito de fazer xixi. É … ahn… prazeroso!

Mona Penada – Sente prazer no xixi?

B – Algo assim.

MP – Queria que alguém mijasse em você?

B – (pensando) hummmm… não.

MP – Queria mijar em alguém?

B – (imaginando) hummmm… não.

MP – Então não entendo…

B – É como se fosse um prazer pessoal, entendeu?

MP – Ah… (pausa). Então queria mijar em você mesma?

 

 

Porque tudo tem que ser sexualizado não é mesmo, minha gente?

 

 

Bisteca