Confissões de uma indecente – V

5 03 2009

Sem mais delongas, o dia seguinte.


No dia seguinte:

Ele me ligou e eu não atendi hahahhahaahahahaahah!!!!!!!!

Enfim, infelizmente eu não pude jantar com o rapaz. Sim, eu sei que vocês ficarão chocados.

No dia seguinte, viajei por um mês para o interior pra colocar silicone. Mas o bofe e eu nos falávamos diariamente [como bons novos “namorados”].

Nessa época eu estava imóvel, com duas bolas de plástico no meu corpo e terminada com meu namorado (o de verdade), ou seja, mega carente, visualizando meu casamento numa ilha grega, como se eu fosse uma aprendiz do “The Secret”. Estava apaixonada… aliás, sabem qual a nossa música? (a minha e do grego) aquela assim “se é pra falar de amor, não tenho preconceito…” – é! É a música da novela que acabou! Eu estava completamente envolvida.

Eis que meus peitões ficaram prontos e voltei pra SP. Liguei para o moço e ele estava no Guarujá – pensei: Que merda!! Mas ok. Esperamos quase um mês para nos reencontrar, posso esperar mais um pouco…

No dia em que ele disse que ia chegar. Me animei, me depilei ( mas só por precaução, porque não dou de cara pra quem eu quero relacionamento sério). Quando o colega estava chegando em São Paulo, ligou me avisando, achei muito fofo da parte dele. Mas só achei até o momento em que ele me ligou dizendo que estava na lanchonete (eu disse: LAN-CHO-NE-TE) ao lado da minha casa e pediu para que eu o encontrasse lá.

MEU PONTO DE VISTA: Vi uma vez o cara e estamos nos falando há 1 mês e o filho da mãe pede para eu ir encontra-lo (ou seja, não iria me buscar) na LANCHONETE ao lado da minha casa, ERA UMA PIADA???????????? Pra mim só podia ser, não era possível que o dono de uma ilha marcasse o “primeiro” encontro com uma mulher na LANCHONETE e sem buscá-la em casa. FIQUEI ATORDOADA!!!

Obviamente, como eu sou uma mulher muito fina, não fui, pois eu não sou o tipo de mulher que vai SOZINHA ao PRIMEIRO encontro numa LANCHONETE!!!

Acreditem, ele não entendeu a minha atitude óbvia!!! (Incrível como ás vezes pessoas ricas tem alma de pobre – odeio isso).

Marcamos para sair no dia seguinte, disse que queria ir num barzinho discreto (óbvio, pois possuo namorado – e só abdicaria dele por alguémmais rico, o que é difícil, visto que no Brasil as pessoas costumam ser pobres).

No próximo post, o reencontro com o grego.

Ludivon

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A indecente nos telefonou

28 02 2009

Caros leitores, Ludivon me autorizou a divulgar para vocês em primeira mão que a Indecente entrou em contato com ela hoje para anunciar que tem novas revelações a fazer, e elas já estão escritas. Lud acaba de sair para se encontrar com a descontrolada simpática jovenzinha e recolher o material bombástico.

Assim que estivermos de posse dessas laudas cálidas e reveladoras, postaremos de imediato!

Maiores informações a qualquer momento. Avisaremos pelo Twitter e por todos os meios ao nosso alcance. Stay tuned, folks!

Aleléx





Confissões de uma indecente – III

5 12 2008

A indecente manda dizer que o pastor está satisfeitíssimo com o andamento das confissões. Manda agradecer a todas as manifestações de apoio e pede a paciência de vocês para continuar se confessando, porque ainda tem muita miséria história pra contar.

No post de hoje, mais um episódio pecaminoso que ela precisa tirar de cima dos ombros para poder se sentir mais livre, leve e solta. Ouçamos com o essi dois aberto:

Faz pouco tempo, eu me apaixonei por um crente. Estava eu em uma festa open bar, na qual o meu namorado não quis ir, apesar de eu ter insistido. Fui de melindrosa, com saia de biscateira e meia calça (pois não queria que vissem minhas celulites); como sempre, bebi todas, festas open bar são as mais tentadoras. Naquele momento, vi um rapaz da minha sala, com quem eu não havia trocado nem três palavras em dois anos e meio de faculdade, ele estava vestido de Zorro. No auge de minha bebedeira, olhei para aquele cara e resolvi falar: eu sou completamente apaixonada por você, e ele permaneceu parado, boquiaberto, e chocado, não acreditando no que aquela menina que ele nunca tinha conversado na vida estava falando. Continuei: desde a primeira vez que te vi, não paro de pensar em você, sou louca por você. Ele disse: nossa, eu nunca imaginei. Quando ele disse isso, eu me toquei da merda que eu estava falando e pensei “nem eu”. Mas em vez disso, disse: é verdade. Então ele explicou que era evangélico e que namorava há 3 anos e meio, e apesar de sentir vontade, ele não trairia a namorada por não fazer parte da índole dele, que um beijo não seria apenas um beijo, que ele não conseguiria me beijar e dizer “eu te amo” para a namorada da mesma forma no outro dia. Eu (que também possuo namorado) resolvi filosofar, “eu não vejo mal em duas pessoas fazerem o que têm vontade, se elas não estão fazendo mal a ninguém”, ao que ele disse “mas todos da classe estão vendo”, daí eu dei uma de pedreira e disse “vamos lá ao cantinho”, ele disse “não, não é bem assim”, aquele papo de crente (é claaaro que se ele não quisesse já teria me dado um fora, ele estava tentado!!! não tenho dúvidas), ele voltou a explicar “pra mim, um beijo não é só um beijo” e eu finalizei para o crente “a gente não precisa beijar, a gente pode fazer outra coisa hihihi”, ele disse que eu estava muito bêbada e continuou me ignorando.

Ao fim da festa, fomos ao estacionamento, ele elogiou meu brinco, eu disse que ele devia gostar da dona, ele ignorou meu comentário. Mas dois dias depois veio à minha casa aprender estatística. Por favor, não pensem que não sou religiosa, tenho nada contra, ao contrário, sou muito religiosa, rezo todos os dias antes de dormir, quando acordo, medito pelo menos 15 minutos por dia, acredito no Segredo e vou fazer uma tatuagem de cruz.

Ludivon me pediu para subir este post porque ela ficou um pouco emotiva com o relato e não estava em condições. Mas já se recompôs, não se preocupem.

Aleléx

P.S.: E vocês pensam que acabou? pffffff

P.S.2: A indecente já está apaixonada por outro carinha fikdik





Confissões de uma indecente – II

29 11 2008

Nem eu imaginava que as confissões da indecente [post anterior] iam fazer tanto sucesso. Ela está se sentindo mais leve e disse que o pastor já a deixou beijar a mão dele, mais um pouco e poderá ser batizada.

Por isso, atendendo aos pedidos curiosos e safadenhos, postarei a segunda parte dessa historia.

Em torno de um mês depois estava eu travada de bêbada (só pra variar) em um bar, voltando para casa escutei uma música em um apartamento vizinho, entrei na festa para beber mais. Quando cheguei lá, perguntaram o que eu queria escutar, sem pensar eu disse “funk!”, e fui à garagem buscar um CD no meu carro, como fui às pressas, tropecei nas escadas, bati no retrovisor de um carro ao que fui cair de cara na lanterna de outro carro. Quando o manobrista viu, veio correndo ao meu socorro, eu cheia de classe, neguei a ajuda e voltei à festa de cabeça erguida (com o CD de funk na mão).

Na hora da bebedeira, liguei para o pedreiro (às 03:00 da manhã, acredite se puder, ele apareceu em meia hora – comecei a achar isso compreensível, pois pensem comigo, ele só deve comer umas barangas, quando aparece a chance de comer a patricinha, ele reúne seus poderes de super pedreiro e vem voando na sua super britadeira mágica) ele estava com um perfume tão enjoativo quanto o perfume daquele pessoal trabalhador que vai pra labuta de ônibus às 07:00. Estava enjoada, queria vomitar, ainda mais porque estava muito bêbada (ele usa Avanço, certeza). Trouxe-o para minha residência, apesar de estar com o estômago embrulhado. Fui ao banheiro para retirar o absorvente (estava no último dia, mas como minha menstruação é absurda, o último dia não é tão tranqüilo assim) e o levei para o quarto. Lá transamos loucamente, de lado, de quatro, de pontinha, de todos os jeitos, e foi maravilhoso. O melhor da história foi quando ele foi jogar a camisinha no lixo e viu um pouco de sangue, quando voltou para a cama ele comentou: acho que meu Fagundes é muito grande e eu te machuquei um pouquinho, pois havia um pouco de sangue (E PARA NÃO RIR?). Logo depois, ele quis dormir de conchinha, mas eu sou como os homens, quero dormir depois que gozo. E também, que dormir de conchinha o que, o negócio era só sexo mesmo.

Agora, o pedreiro ta apaixonado por mim e eu não sei mais o que fazer. Talvez peça pra ele construir uma casa pra mim, depois dou um fora.


Fim da primeira parte. Logo teremos outra confissão absolutamente indecente.

Estou começando a sentir vergonha alheia.

Ludivon





Confissões de uma indecente

27 11 2008

Tenho uma amiga de facul que já há algum tempo anda curiosa com essa história de redes sociais, principalmente blogs. Outro dia, ela chegou pra mim e falou assim: “É você que escreve aquele blog, o Lan House do Purgatório, não é? Escuta, eu queria fazer um depoimento. É que estou entrando pra igreja, e o pastor disse que eu tenho de confessar todas as misérias que já fiz. E achei que nada melhor do que fazer isso publicamente num blog chamado ‘lan house do purgatório’. O pastor falou que é pra lá que eu vou, no mínimo! [não pra lan house, pro purgatório mesmo]”

Eu, Ludivon, não sou muito a favor de blogs do tipo “diário”, muito menos do típico “fala que eu te escuto”, a não ser que a pessoa tenha uma vida muito agitada e/ou interessante, e concluí que realmente esse era o caso dela.

Eu disse que por mim tudo bem, que então me mandasse um e-mail com o que ela quisesse confessar. Ela não quer se identificar, quer somente compartilhar suas experiências bizarras, portanto, se vocês curtirem, ela pode vir aqui mais vezes contar sua trajetória insana de vida. Esse é apenas um pedaço da carta de 387 kb [não mudei uma vírgula].

Eis que conheci um surfista (pobre… sem preconceito! Porém, preciso relatar este fato, que por sinal não me agrada). Terminei com meu namorado: estávamos indo para um casamento o qual estava perdendo a cabeça havia um mês… vestido… unha.. cabelo… etc… no dia do casório, o qual eu seria madrinha, o bonito me aparece de calça listrada e camisa xadrez!! Que tudo!! Pronto para o arraiá!!! O que eu fiz?? Imagina?? Perdi o controle!!! Começamos a brigar e tal, nos esbofeteamos, num momento de total descontrole joguei um tubo de laquê (uso laquê ás vezes, por isso possuo tal tubo), na cabeça dele, uuuhhhhhhhh, foi certeiro… que triste! A cabeça dele quebrou, começou a escorrer sangue pelo rosto. Achei que tinha matado-o (lembra do filme “Infidelidade”?? Então… ) Pensei, “ai morreu”, quando me aliviei com um grito dele: “sua vagabunda, você quebrou minha cabeça”. Ufa!!! Tá vivo…

Fui para o casamento tranqüila de que não havia matado-o, conheci o tal surfista que mais parecia um pedreiro, forte, bombado, peludo mas nem tanto, então claro, peguei. Queria ter dado aquele dia, mas não dei porque estava com uma cinta que empurrava minha barriga para que eu pudesse caber no vestido (aqueles de shortinho que vai até embaixo do peito) seria chato tirar na frente dele, então me fiz de pura e me esquivei da tentação. Trocamos telefones e ele ficou apaixonado por mim. Só dei o fora nele porque voltei com o meu namorado que me perdoou pela cabeça quebrada.

Um belo dia eu estava travada de tão bêbada e lembrei do pedreiro (codinome do surfista), estava na casa de uma amiga, era por volta de 02:00 da manhã, e resolvi fuçar no meu celular procurando por homens que poderiam estar disponíveis. Pensei: é este mesmo! (ressaltando que eram 02:00) E para a minha surpresa ele chegou na casa da minha amiga em 30 min (incrível porque  a Zona Leste aqui em São Paulo é um pouco longe da área nobre da cidade) (detalhe importante: ele tem um gol batedeira batido que o limpa vidros liga sozinho nas subidas), ele foi para a casa da minha amiga (eu já estava muito bêbada). Conversamos e conversamos, resolvi que naquela altura do campeonato, já não havia motivo para eu não dar, afinal, o cara era gostoso. Fomos para o quarto da minha amiga, que estava bem escuro, a única luz era a do corredor, a porta estava entreaberta. Ele tirou a roupa (na sombra parecia um macaco – grande e peludo) e veio todo sedento para cima de mim, daí pensei “huuuummm, é hoje que eu gozo, esse homem grande e velho deve saber como se faz, deve ter um pinto grande e foda”. Começamos a transar, papai-e-mamãe, INCRIVELMENTE no papai-e-mamãe o Fagundes dele escapava (de tão fino que era), além disso, ele não gozava nuuuuuunca e a minha amiga já estava começando a arder. Ele não gozava, o negócio escapando, periquita ardendo, (achei que eu que era a “larga”, não que o Fagundes que era fino). Enfim, ele gozou (glória, glória aleluia). 5 minutos depois o mandei embora pois já eram 5:00 da manhã e a empregada da minha amiga estava prestes a chegar e ela não podia ver ninguém lá.

No dia seguinte fui ao cabeleireiro e recebi várias mensagens apaixonadas dele, não respondi nenhuma, (pois apesar de ser rica, estava sem crédito, senão não perderia a chance de iludi-lo), e ainda assim, ele ciontinuava no seu monólogo pós-coito apaixonado.
[Devo lembrar que transamos sem camisinha. Fiquei com medo de ter engravidado, e depois relatei a ele, ao que ele me disse “tudo bem, adoro crianças” (seria um golpe?)].

Está assustador? Prometo que piora.

Ludivon