insaciáveis versus tá-bom-assim

27 06 2008

Você é do tipo insaciável, tá sempre insatisfeito querendo mais e melhor, ou pra você tá bom assim? O psicólogo Barry Schwartz descobriu que, na hora de fazer escolhas, as pessoas se dividem entre os “maximizadores” (aqueles que querem fazer sempre a melhor escolha possível) e os “tá-bom-assim” (quem se contenta com as primeiras opções aceitáveis que aparecem).

Na verdade, “tá-bom-assim” é a tradução deste blog para o “satisficer” do original.

Os maximizadores levam mais tempo para escolher as coisas, e esse processo pode se transformar numa verdadeira tortura chinesa, porque nunca ficam satisfeitos, sempre imaginam que podem conseguir algo melhor. É uma situação meio “saycu”.

Os tá-bom-assim, por sua vez, páram de procurar assim que encontram algo que satisfaça seus critérios mais básicos. É uma situação meio, “vambora que a fila da vida tá andando”.

Os maximizadores tendem a fazer escolhas zuper objetivas, cheias de justificativas e razões, comparando minuciosamente todas as possibilidades existentes. Mas têm maior tendência a ficar frustrados. São perfeccionistas. Apresentam baixo grau de satisfação pessoal, e tendem ao arrependimento, ao pessimismo e à depressão (alguns na fronteira do caso clínico).

Os tá-bom-assim confiam mais em seus primeiros impulsos, e não perdem muito tempo com razões, justificativas e comparações. Confiam no próprio instinto. Seguem seus pressentimentos e palpites. Descobriu-se que são pessoas mais otimistas, com mais auto-estima e maior bem-estar pessoal.

Você quer saber se é um “insaciável” ou um “tá-bom-assim”? Faça o teste abaixo. Dê uma nota de 1 a 7 para cada item, sendo 1 (discordo inteiramente) e 7 (concordo inteiramente). Some tudo e divida por 13. Caso o resultado seja superior a 4, você é um maximizador. Seu insaciável! Sua insaciável!

Tabele da Galere Insaciável como fas

Dr. Aleléx, Ph.D. em psicologia galérica

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Como desmascarar essa pegadinha chamada vida

24 06 2008

Você já teve a sensação de que a sua vida é uma grande pegadinha de mau gosto, e que a qualquer momento o Sérgio Mallandro vai sair de dentro de uma kombi fazendo gluglu, apontando pra câmera e dizendo: “Olha pra lá meu filho, olha pra lá minha filha, a gente tava de brimks com a sua cara, mas se você autorizar o uso da sua imagem, pode até rolar um cachê…”?

Clique para ampliar por sua conta e risco

Pois saiba que não está sozinho. Muita gente sente que sua vida é uma grande pegadinha de gosto, no mínimo, duvidoso. Se for também o seu caso, siliga que este post pode te ajudar a descobrir onde estão as câmeras escondidas e a acabar com a palhaçada.

Pra início de conversa, esse lance de “cachê pra autorizar o uso da imagem” é só pra te enrolar, porque a pegadinha da sua vida já está sendo vista por todo o mundo mesmo, faz tempo. Todo mundo já viu o pedacinho de alface preso no seu dente. Todo mundo já flagrou a sua braguilha aberta (com os pentelhos pra fora) e a sua calça rasgada na bunda. E, sim, todo mundo ouviu aquele peido que você pensou que conseguiria soltar discretamente na sala de aula (ou no elevador lotado).

Conforme-se: a pegadinha da sua vida passa todo dia numa TV aberta chamada _______________ (preencha com o nome da sua cidade, da sua escola/facul, ou do buraco da lacraia que você freqüenta). Ninguém paga nada pra rir da sua cara, mas você paga o mico. E não cometa o erro de achar que sua vida é um Big Brother. Big Brother tem edição esmerada, efeitos especiais e cenário da Globo; a pegadinha da sua vida não perdoa as cenas mais toscas, especiais nela são os defeitos e o cenário costuma ser um buteco/buatchy da Augusta ou da Lapa (ou a sala caindo aos pedaços da sua escola/facul).

Mico em grau máximo e orçamento mínimo.

A boa notícia é que você pode fazer algo para amenizar a situação. Uma vez percebendo que vive dentro de um grande Show de Truman, só que na versão “país em desenvolvimento”, a dica é simples, porém eficaz: Faça o blasé. Finja que fez de propósito. Que sabe exatamente o que está fazendo (embora não faça a mais miserável idéia). Seja o primeiro a tirar da sua própria cara, mas com elegância e sem alarde, para inverter os papéis e deixar a platéia sem graça. As pessoas têm de achar que você cagou e caminhou litruz. Que você habita um andar superior, onde o sol brilha sempre e os pombos não fazem miliões de cocôs na sua cabeça. Sifaça. Entre no papel.

O Lan House garante que não tem como escapar de verdade dessa pegadinha chamada vida, então o negócio é virar o jogo contra o Sérgio Mallandro que dirige a miséria toda. Assuma você a direção! Ele quer te sacanear? Sacaneie ele antes. Ele quer rir da sua cara? Ria você mesmo da sua cara antes! Aprenda a escrever “Nenli” no scrapbook da vida bandida.

Você vai ver que a sensação agradável e o alívio refrescante de fazer o blasé e ignorar com solene altivez as tentativas patéticas de ridicularizá-lo serão seu melhor cachê por ser o protagonista involuntário dessa pegadinha tosca que é a sua vida.

Boa sorte!

Aleléx

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