Tenho uma amiga de facul que já há algum tempo anda curiosa com essa história de redes sociais, principalmente blogs. Outro dia, ela chegou pra mim e falou assim: “É você que escreve aquele blog, o Lan House do Purgatório, não é? Escuta, eu queria fazer um depoimento. É que estou entrando pra igreja, e o pastor disse que eu tenho de confessar todas as misérias que já fiz. E achei que nada melhor do que fazer isso publicamente num blog chamado ‘lan house do purgatório’. O pastor falou que é pra lá que eu vou, no mínimo! [não pra lan house, pro purgatório mesmo]“
Eu, Ludivon, não sou muito a favor de blogs do tipo “diário”, muito menos do típico “fala que eu te escuto”, a não ser que a pessoa tenha uma vida muito agitada e/ou interessante, e concluí que realmente esse era o caso dela.
Eu disse que por mim tudo bem, que então me mandasse um e-mail com o que ela quisesse confessar. Ela não quer se identificar, quer somente compartilhar suas experiências bizarras, portanto, se vocês curtirem, ela pode vir aqui mais vezes contar sua trajetória insana de vida. Esse é apenas um pedaço da carta de 387 kb [não mudei uma vírgula].
Eis que conheci um surfista (pobre… sem preconceito! Porém, preciso relatar este fato, que por sinal não me agrada). Terminei com meu namorado: estávamos indo para um casamento o qual estava perdendo a cabeça havia um mês… vestido… unha.. cabelo… etc… no dia do casório, o qual eu seria madrinha, o bonito me aparece de calça listrada e camisa xadrez!! Que tudo!! Pronto para o arraiá!!! O que eu fiz?? Imagina?? Perdi o controle!!! Começamos a brigar e tal, nos esbofeteamos, num momento de total descontrole joguei um tubo de laquê (uso laquê ás vezes, por isso possuo tal tubo), na cabeça dele, uuuhhhhhhhh, foi certeiro… que triste! A cabeça dele quebrou, começou a escorrer sangue pelo rosto. Achei que tinha matado-o (lembra do filme “Infidelidade”?? Então… ) Pensei, “ai morreu”, quando me aliviei com um grito dele: “sua vagabunda, você quebrou minha cabeça”. Ufa!!! Tá vivo…
Fui para o casamento tranqüila de que não havia matado-o, conheci o tal surfista que mais parecia um pedreiro, forte, bombado, peludo mas nem tanto, então claro, peguei. Queria ter dado aquele dia, mas não dei porque estava com uma cinta que empurrava minha barriga para que eu pudesse caber no vestido (aqueles de shortinho que vai até embaixo do peito) seria chato tirar na frente dele, então me fiz de pura e me esquivei da tentação. Trocamos telefones e ele ficou apaixonado por mim. Só dei o fora nele porque voltei com o meu namorado que me perdoou pela cabeça quebrada.
Um belo dia eu estava travada de tão bêbada e lembrei do pedreiro (codinome do surfista), estava na casa de uma amiga, era por volta de 02:00 da manhã, e resolvi fuçar no meu celular procurando por homens que poderiam estar disponíveis. Pensei: é este mesmo! (ressaltando que eram 02:00) E para a minha surpresa ele chegou na casa da minha amiga em 30 min (incrível porque a Zona Leste aqui em São Paulo é um pouco longe da área nobre da cidade) (detalhe importante: ele tem um gol batedeira batido que o limpa vidros liga sozinho nas subidas), ele foi para a casa da minha amiga (eu já estava muito bêbada). Conversamos e conversamos, resolvi que naquela altura do campeonato, já não havia motivo para eu não dar, afinal, o cara era gostoso. Fomos para o quarto da minha amiga, que estava bem escuro, a única luz era a do corredor, a porta estava entreaberta. Ele tirou a roupa (na sombra parecia um macaco – grande e peludo) e veio todo sedento para cima de mim, daí pensei “huuuummm, é hoje que eu gozo, esse homem grande e velho deve saber como se faz, deve ter um pinto grande e foda”. Começamos a transar, papai-e-mamãe, INCRIVELMENTE no papai-e-mamãe o Fagundes dele escapava (de tão fino que era), além disso, ele não gozava nuuuuuunca e a minha amiga já estava começando a arder. Ele não gozava, o negócio escapando, periquita ardendo, (achei que eu que era a “larga”, não que o Fagundes que era fino). Enfim, ele gozou (glória, glória aleluia). 5 minutos depois o mandei embora pois já eram 5:00 da manhã e a empregada da minha amiga estava prestes a chegar e ela não podia ver ninguém lá.
No dia seguinte fui ao cabeleireiro e recebi várias mensagens apaixonadas dele, não respondi nenhuma, (pois apesar de ser rica, estava sem crédito, senão não perderia a chance de iludi-lo), e ainda assim, ele ciontinuava no seu monólogo pós-coito apaixonado.
[Devo lembrar que transamos sem camisinha. Fiquei com medo de ter engravidado, e depois relatei a ele, ao que ele me disse “tudo bem, adoro crianças” (seria um golpe?)].
Está assustador? Prometo que piora.
Ludivon